Ação Solidária com Santa Comba Dão                                                              

3 de novembro de 2017

Foto: créditos Mário Costa

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e muitos feridos graves, além de terem obrigado a evacuar inúmeras localidades e a realojar populações, que perderam quase tudo.

O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia, apelou a todos os privados e entidades públicas que disponibilizem a ajuda possível para ajudar as populações dando ênfase à necessidade de máquinas pesadas que permitam a limpeza, demolição e desobstrução de edifícios em risco de ruir.

Fotos: créditos Mário Costa

A Fundação BP Portugal, impulsionada por um dos seus colaboradores, a Ana Cruz, convocou todos os colaboradores e ex-colaboradores da Companhia, com o intuito de recolher bens específicos para minorar as perdas de um conjunto de pessoas que vivem em Santa Comba Dão. A solidariedade dos portugueses tem sido visível e toda a ajuda será pouca. É mais um contributo entre os muitos que todos os dias testemunhamos entre os Portugueses..

 

Identificámos um grupo específico de habitantes, um conjunto específico de bens que essas pessoas referenciaram como os mais necessários nesta fase, em função da ajuda que já receberam, e vamos entregar tudo em mãos, ou seja, à ‘porta de cada um’.

Este grupo de cidadãos de Santa Comba Dão pede especificamente produtos de limpeza, baldes, esfregonas, vassouras, tábuas de engomar, pequenos electrodomésticos (ferro de engomar; varinha mágica; microondas; secador de cabelo, aspirador, etc.), roupa-interior, aquecedores, fraldas e rações para animais.

O fogo passou de madrugada pela cidade de Santa Comba Dão onde deixou um rasto de destruição, reduzindo a cinzas a Pensão, algumas casas e lojas, para além da floresta circundante.

Reportagem da SIC Noticias sobre os incêndios em Santa Comba Dão:

A nossa contribuição foi modesta.

Ainda assim toda a ajuda foi e continua a ser necessária.

O que pode ser pouco para uns, é tudo para quem, de momento, não tem quase nada.

Fomos a Santa Comba Dão e entregámos, 'à porta de cada um', os produtos mais pedidos.

Ficam aqui algumas imagens discretas e alguns testemunhos de pessoas que viveram esta tragédia:

 ”Sempre ajudei toda a gente, não me consigo ver nesta posição de ser ajudada… foi o pior dia da minha vida.”, referiu Isabel, de Vila Pouca, mãe de 2 filhos, e que de momento vive numa casa emprestada com os filhos e o marido.

Ao lhe ser dado um saco com mantimentos e alguns electrodomésticos, Marília, de Nagosela, com 2 filhos e que atualmente vive em casa do pai com os filhos, ainda teve a generosidade de dizer, “Menina veja lá se não quer tirar algumas coisas daqui para ir ajudar outras pessoas”.

O Sr. Domingos, de Treixedo, viúvo e a fazer diálise, relatou: “Estava deitado quando comecei a ouvir a madeira a estalar, achei que o fogo estava longe, quando dei conta tuinha a casa cheia de fumo e tive que fugir para a rua e abandonar a minha casa. Na rua fui a desviar-me das “bolas” de fogo que rolavam pelo chão até chegar a casa da minha cunhada".

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